Hiberna??o da consci?ncia. Transe. Repouso breve. Repouso longo. Sono reparador. Repouso tonificante. Morte aparente. Morte iminente. Qual ser? a melhor defini??o para coma?
Que fatores determinam os que ir?o retornar do coma e os que partir?o atrav?s da passagem chamada morte? Ser? que, para quem experimenta essa situa??o, faz alguma diferen?a o pensamento e as atitudes daqueles que o rodeiam?
O sono dos hibiscos ? um romance que transita pelo universo das UTIs, das experi?ncias de morte e de quase-morte, dos casos de coma prolongada e das quest?es que usualmente acompanham tais situa??es, sempre equilibrando suas personagens sobre o t?nue e desconcertante fio que serve de divisa entre o que costumamos chamar de vida e morte.
? O tempo todo, o que mais me preocupava era saber se havia alguma coisa que eu pudesse fazer para ajud?-la naquele doloroso processo. Queria muito que ela pudesse me ouvir. A cada tarde, ent?o, eu fazia uma nova experi?ncia neste sentido. ?s vezes cantava para ela, ?s vezes lia um artigo de revista que tivesse alguma rela??o com o que estava passando. Outras vezes contava hist?rias, outras orava, outras apenas chorava, apertando-lhe as m?os. Para minha enorme surpresa, ela n?o apenas voltou do coma, como, tempos depois, disse que tinha me ouvido diversas vezes falando com ela. Lembrava-se de algumas hist?rias e at? mesmo de algumas m?sicas ? recorda a autora, cuja m?e viveu uma experi?ncia real de coma pouco tempo depois que ela iniciou o romance.
Fruto de intensa pesquisa sobre pacientes que voltaram do coma depois de experimentarem os mais dram?ticos quadros de morte iminente, sobre pessoas que viveram as chamadas experi?ncias de quase-morte, e tamb?m sobre o que dizem as mais cl?ssicas fontes do espiritismo sobre o assunto, esta obra procura mostrar o outro lado de uma quest?o ainda mais pol?mica, que ? a eutan?sia. ? l?cito abreviar o sofrimento de um ente querido sem esperan?a de cura?
?Mesmo quando n?o h? nenhuma esperan?a fundada de um regresso definitivo ? vida e ? sa?de, existe sempre a possibilidade, atestada por in?meros exemplos, de o doente, no momento mesmo de exalar o ?ltimo suspiro, reanimar-se e recobrar por alguns instantes as faculdades. Essa hora de gra?a que lhe ? concedida pode ser de grande import?ncia. Desconheceis as reflex?es que um esp?rito poder? fazer nas convuls?es da agonia e quantos tormentos lhe pode poupar um rel?mpago de arrependimento?, explica O evangelho segundo o espiritismo, de Allan Kardec. E voc?? O que acha?