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Rubens Romanelli

Rubens Romanelli

"RUBENS COSTA ROMANELLI (1913-1978) nasceu aos 17 de setembro, na cidade mineira de Divinópolis. Foi o quinto dentre seis filhos do primeiro casamento de Osório Vianna Romanelli com Lívia Costa Romanelli. Deste casamento seus irmãos foram: Laura, Iracy, Jandira, Oswaldo e Djalma. Seu pai casa-se pela segunda vez com dona Elisa e dá-lhe mais quatro irmãos: José, Osório, Marta e Beatriz. Rubens C. Romanelli casa-se em 1943 com dona Alda, de quem lhe nasceram três filhas: Lívia, Lilavate e Liliane. Em 1968, celebra núpcias com Otaíza, que lhe deu duas filhas: Juliana e Elisa.

Em virtude de haver ficado órfão de mãe, ainda muito criança, e das constantes mudanças de domicílio de seu pai, não pôde concluir o curso primário iniciado em Belo Horizonte. Na idade de onze anos, começou a trabalhar em Ibiá/MG, nas oficinas da antiga Estrada de Ferro Oeste de Minas, hoje Rede Ferroviária Federal, como ajudante de mecânico e, três anos mais tarde, transferindo-se com seus familiares para Araxá/MG, foi trabalhar como ajudante de carpinteiro e marceneiro. Aos dezessete anos, passou a funcionar como contínuo nos escritórios daquela ferrovia. Ali, depois de haver aprendido datilografia, através de um método que lhe caiu às mãos, foi aproveitado como auxiliar de escrita. Posteriormente, já com vinte e um anos de idade, foi transferido, em virtude de um invento seu, para os escritórios centrais da estrada de ferro, em Belo Horizonte, a fim de estudar engenharia. No ano seguinte, portanto aos vinte e dois anos, fez, em seis meses, o curso de madureza (o então Artigo 91) e, submetendo-se a exames, foi aprovado, para ingressar, logo a seguir, na quarta série ginasial e, no ano seguinte, na quinta série. A essa altura já lecionava português e matemática no estabelecimento de ensino onde iniciara seus estudos. Concluido, já com a idade de vinte e seis anos, o curso secundário, e verificada sua acentuada vocação para o magistério, matriculou-se, depois de haver prestado os exames vestibulares, no curso de letras da Faculdade de Filosofia de Minas Gerais (atual UFMG), na qual funcionou, durante dois anos, como monitor de língua grega. Pela mesma faculdade, diplomou-se como bacharel em letras clássicas e, um ano mais tarde, como licenciado, demitindo-se imediatamente dos serviços públicos, para consagrar-se exclusivamente ao magistério. Foi professor de latim e português, desde 1944, em vários educandários de Belo Horizonte, entre os quais o Colégio Estadual e o Instituto de Educação de Minas Gerais. Neste último foi titular, por concurso, da cadeira de língua latina. Em 1963, logrou, mediante defesa de tese, em concurso público de provas e de títulos, o grau de doutor em letras e o de livre docente da cadeira de língua latina da Faculdade de Filosofia da Universidade Federal de Minas Gerais. Por indicação de seus colegas foi nomeado diretor do Instituto de Humanidades da Faculdade de Filosofia, dessa universidade.

Enumeram-se pelo menos treze Cursos de especialização e aperfeiçoamento feitos em França (Paris), no período de 1966 a 1975, seja na École des Hautes Études (Sorbonne) com os professores Emile Benveniste, Jacques André, Françoise Bader, Michel Lejeune; seja no Collège de France (Paris) com o professor Emmanuel Laroche.

Dentre as atividades extracurriculares releva registrar que fez várias conferências de interesse universitário como “O Sânscrito no Quadro das Línguas Indo-Europeias”, proferida na Faculdade de Letras da UFMG, no dia 25/09/1969, durante a 1ª Semana de Estudos Hindus. Foi um dos organizadores e idealizadores de várias Semanas de Estudos dedicadas ao estudo da cultura de vários países. Também fez parte da organização e criação do Festival de Inverno da UFMG, incentivando sempre a participação, no mesmo, de intelectuais e artistas do Brasil e do exterior. Na qualidade de delegado da Faculdade de Filosofia da UFMG, participou do 1° Congresso de Cultura Greco-Latina, realizado em São Paulo, em 1958. Viajou pela Europa, pronunciando inúmeras conferências, a convite, acerca de temas filosóficos, científicos e religiosos. Não só honrou as letras europeias, mas também as brasileiras. Peregrinou por quase todas as capitais do Brasil e por incontáveis cidades do interior do país. Foi um grande estudioso da doutrina espírita, aprofundando em temas que unem a ciência aos assuntos relativos a essa doutrina, e fazendo inúmeras palestras sobre o assunto.

Nos últimos anos de sua vida vinha se dedicando à vastíssima obra de pesquisa e estudo das línguas indo-europeias, “Uma história das ideias através da história das palavras”, como dizia ele, compilando então o Dicionário indo-europeu e seu desenvolvimento semântico, o qual deixou inacabado.

O professor Romanelli veio a falecer no dia 24 de dezembro de 1978, em consequência de acidente automobilístico, o qual, ocorrido três dias antes, tirou também a vida de Otaíza, então ilustre professora da UFMG , e de Elisa, sua filhinha.

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