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Amalia Domingo Y Soler

Amalia Domingo Y Soler

Amália Domingo Y Soler nasceu em Sevilha, Espanha, em 10.11.1835. Órfã em tenra idade, passou por muitas dificuldades. Costurava para sobreviver. Começou a escrever poesias com 10 anos de idade e, aos 18, teve publicados seus primeiros trabalhos. Mas trabalhar e escrever dia e noite fez com que adquirisse problemas sérios de visão.

Depois de conhecer o espiritismo, estudando Kardec, passou a suportar melhor as aflições por que passava. Entendeu, à luz da doutrina espírita, que elas tinham raízes em vidas passadas. E aceitou sem vacilar o remédio da dor, recebendo em troca, nas horas mais difíceis, o amparo e o auxílio do Pai Criador.

Ao final do séc. 19, a Espanha vivia tempos de extremo preconceito religioso. E foi nesse período difícil que Amália utilizou toda a sua verve de escritora em favor da divulgação da doutrina espírita, nunca deixando de contestar qualquer manifestação que pudesse detratar o espiritismo.

Ao longo da vida, entre livros e artigos seus, foram mais de mil, divulgados na França, Itália e em quase todos os países de língua espanhola e portuguesa. Em muitos dos escritos, Amália abordou a questão da elevação do conceito da mulher, que tanto sofria discriminação. Seus livros mais conhecidos no Brasil são Memórias, do espírito padre Germano, e o romance Perdoo-te (Memórias de um Espírito), que voltou a ser reeditado de 1997 a 2006 e agora, em 2011. Ambos foram obtidos pelo mesmo médium psicofônico, Eudaldo Pagés, que muito fez pela divulgação do Espiritismo. Eudaldo falava, Amália escrevia. As Memórias de um Espírito foram concluídas em 1899, mas só em 1904 – após Amália corrigir e ordenar os originais – é que foram editadas sob o título Perdoo-te.

Amália tornou-se admirada e querida no Brasil. Tanto que, em 1884, a Federação Espírita Brasileira concedeu-lhe o título de sócia honorária.

Sua morte ocorreu em 30.4.1909, em Barcelona. No final da existência, foram seus muitos amigos que a ampararam, pois nasceu, viveu e morreu pobre.

Ao funeral compareceram, para manifestar carinho e respeito a Amália, não apenas espíritas, mas personalidades da Teosofia, do Ocultismo, do Livre Pensamento, da Política, sem contar o povo anônimo, que aprendeu a amá-la pela sua nobreza de caráter e pela vivência sincera dos preceitos de Jesus.

"Cremos na existência de Deus, na imortalidade, na preexistência da alma e na reencarnação. Cremos na pluralidade dos mundos habitados. Cremos no progresso sem limites, na prática do bem e no trabalho como forma de realização. Cremos nas recompensas e expiações futuras, em razão dos nossos atos voluntários, e cremos na reabilitação e no destino final para todos. Cremos na comunicação universal dos seres, na comunicação com o mundo dos Espíritos, provada por fatos que são a demonstração física da existência da alma. Cremos que devemos caminhar para Deus pelo amor e pela ciência, conservar a fé racional, a esperança, a resignação, e ter caridade para com todos.”

(Amalia Domingo Y Soler, em debate com o bispo Manterola, em 1878.)

Veja na wikipedia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Amalia_Domingo_Soler

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