Deolindo Amorim foi um pioneiro em tudo o que empreendeu, tanto em vida como depois dela. Al?m de jornalista e educador, no meio esp?rita ficou conhecido como um dos grandes divulgadores da doutrina. Mas antes de conhecer o dspiritismo, foi adepto do protestantismo, doutrina crist? que surgiu ap?s a Reforma religiosa do s?culo XVI, dividindo a Igreja cat?lica em v?rias ramifica??es.
Nascido no munic?pio de Baixa Grande, na Bahia, em 23 de janeiro de 1906, Deolindo Amorim migrou para a cidade do Rio de Janeiro, onde se alistou no servi?o militar. Desde jovem sonhava em ser jornalista e mesmo n?o tendo muito estudo, por?m, grande compet?ncia e talento, conseguiu uma vaga de colunista e revisor de textos no Jornal do Com?rcio.
A partir da? passou a escrever tamb?m para o Digesto Econ?mico, Gazeta Judici?ria e para a Revista do Instituto Hist?rico e Geogr?fico da Bahia.
Foi ap?s a leitura do livro O porqu? da vida, escrito por L?on Denis (1846-1927), que Deolindo aderiu ao espiritismo, tornando-se seu grande defensor. E foi com a fun??o de jornalista que deu ampla contribui??o ? divulga??o da doutrina, escrevendo para in?meros peri?dicos, como a Revista Esp?rita do Brasil e jornal Mundo Esp?rita.
Em 18 de abril de 1946, Deolindo fundou, junto com outras pessoas, o Centro Esp?rita 18 de Abril, que serviu de base para a cria??o do Instituto de Cultura Esp?rita do Brasil (ICEB), em dezembro de 1957, no Rio de Janeiro. Ele foi o respons?vel por colocar em pr?tica os "cursos regulares de espiritismo", criados por Allan Kardec, acreditando que a doutrina deveria ser ensinada a todos, de forma did?tica e em linguagem acess?vel.
Deolindo Amorim desencarnou em 24 de abril de 1984, e sobre sua morte disse um de seus amigos, o escritor e pesquisador Herminio Miranda: "? como se tombasse um gigantesco jequitib? da floresta ? a paisagem desfalcada nunca mais ser? a mesma. Muitos somente se dar?o conta do tamanho da ?rvore depois que perceberem o vasto peda?o de c?u que ela deixou descoberto".